Tipos de Perda Auditiva: entenda as diferenças e quando procurar ajuda

Nem toda perda auditiva acontece pelo mesmo motivo. Dependendo da região do sistema auditivo afetada, a pessoa pode apresentar perda auditiva condutiva, neurossensorial ou mista.

Entender essas diferenças é importante porque cada tipo pode ter causas, características e possibilidades de tratamento diferentes.

Se você percebe que está ouvindo menos, pede frequentemente para as pessoas repetirem o que disseram ou aumenta cada vez mais o volume da televisão, uma avaliação auditiva pode ajudar a entender o que está acontecendo.

Perda auditiva condutiva: quando o som encontra dificuldade para chegar ao ouvido interno

A perda auditiva condutiva acontece quando existe uma alteração na passagem do som pela orelha externa ou pela orelha média. O som pode estar sendo produzido normalmente, mas encontra dificuldade para chegar adequadamente ao ouvido interno.

Entre as possíveis causas estão:

  • Acúmulo de cera;
  • Infecções de ouvido;
  • Alterações no tímpano;
  • Problemas na cadeia de pequenos ossos do ouvido;
  • Otosclerose;
  • Outras alterações da orelha externa ou média.

A pessoa pode perceber os sons mais baixos ou abafados, sensação de ouvido tampado e dificuldade para ouvir sons mais fracos.

Um exemplo

Maria, 52 anos, percebeu que estava ouvindo menos de um dos ouvidos e sentia o ouvido tampado. A avaliação identificou uma alteração na condução do som pela orelha média.

Nesse caso, o problema estava relacionado à transmissão do som até o ouvido interno.

Esse exemplo mostra que nem toda diminuição da audição significa uma lesão permanente da cóclea. Dependendo da causa, existem possibilidades específicas de tratamento.


Perda auditiva neurossensorial: quando o problema envolve o ouvido interno ou a via auditiva

A perda auditiva neurossensorial ocorre quando existe comprometimento das estruturas responsáveis por transformar as ondas sonoras em sinais nervosos ou pela transmissão dessas informações ao sistema nervoso.

Entre as possíveis causas estão:

  • Envelhecimento;
  • Exposição frequente ou prolongada a sons intensos;
  • Determinadas doenças;
  • Uso de medicamentos potencialmente ototóxicos;
  • Fatores genéticos;
  • Outras condições que afetam o ouvido interno.

Um sinal bastante comum é:

“Eu escuto a pessoa falando, mas não consigo entender direito o que ela está dizendo.”

Também pode haver dificuldade para compreender conversas em ambientes com muito barulho, necessidade de aumentar o volume da televisão, dificuldade para acompanhar conversas em grupo e, em alguns casos, presença de zumbido.

Um exemplo

João, 68 anos, começou a perceber dificuldade para acompanhar conversas durante reuniões familiares. Em ambientes silenciosos conseguia conversar relativamente bem, mas quando várias pessoas falavam ao mesmo tempo, tinha muita dificuldade para entender.

A avaliação identificou uma perda auditiva neurossensorial, mais acentuada nas frequências altas.

Esse caso mostra por que a dificuldade para entender a fala, principalmente em ambientes ruidosos, não deve ser simplesmente atribuída à idade. A avaliação permite identificar o tipo e o grau da perda e verificar quais estratégias de reabilitação podem ajudar.


Perda auditiva mista: quando existem dois componentes

A perda auditiva mista apresenta características de uma perda condutiva e de uma perda neurossensorial ao mesmo tempo.

Isso significa que pode existir:

uma dificuldade na transmissão do som
+
um comprometimento do ouvido interno ou da via auditiva.

Por isso, a perda mista pode apresentar características mais complexas e precisa ser cuidadosamente investigada.

Um exemplo

Carlos, 64 anos, já apresentava uma perda auditiva relacionada ao ouvido interno. Com o passar do tempo, desenvolveu também uma alteração na orelha média, causando uma dificuldade adicional na transmissão dos sons.

A avaliação identificou características compatíveis com perda auditiva mista.

Nesse caso, dois componentes contribuíam para a redução da audição: um relacionado à condução do som e outro relacionado ao sistema neurossensorial.


Qual é a diferença entre os tipos de perda auditiva?

TipoPrincipal região envolvidaComo pode ser percebida
CondutivaOrelha externa ou médiaSons mais fracos, abafados ou sensação de ouvido tampado
NeurossensorialOuvido interno e/ou via auditivaDificuldade para ouvir e compreender determinados sons
MistaCombinação dos dois componentesPode reunir características das perdas condutiva e neurossensorial

Por que descobrir o tipo de perda auditiva é importante?

Identificar uma perda auditiva é apenas o primeiro passo. É importante compreender:

  • Qual é o tipo da perda?
  • Qual é o grau?
  • Em qual ouvido ela está presente?
  • Qual pode ser a causa?
  • Como ela está afetando a comunicação e a qualidade de vida?

A avaliação audiológica reúne essas informações e ajuda a direcionar a conduta mais adequada para cada pessoa.


Quando procurar uma avaliação auditiva?

Não é necessário esperar a audição piorar muito para procurar ajuda.

Uma avaliação pode ser importante se você:

  • Pede frequentemente para as pessoas repetirem o que disseram;
  • Aumenta constantemente o volume da televisão;
  • Tem dificuldade para entender conversas em ambientes movimentados;
  • Sente que as pessoas falam baixo ou “murmuram”;
  • Tem dificuldade para acompanhar conversas em grupo;
  • Percebe zumbido;
  • Sente o ouvido tampado;
  • Percebe que um ouvido escuta pior que o outro.

A perda auditiva pode acontecer gradualmente. Por isso, muitas pessoas acabam se acostumando às dificuldades e só procuram ajuda quando a comunicação já está bastante comprometida.


A perda auditiva tem tratamento?

Depende da causa, do tipo e do grau da perda auditiva.

Em alguns casos, é possível tratar a causa da alteração. Em outros, pode ser necessária uma estratégia de reabilitação auditiva, que pode incluir recursos de amplificação sonora e outras soluções individualizadas.

Por isso, não existe uma única solução para todas as pessoas.

O primeiro passo é descobrir o que está acontecendo.

Cuidar da audição também é cuidar da comunicação

Ouvir não significa apenas perceber sons. A audição participa das conversas, dos relacionamentos, da autonomia e da participação social.

Quando uma dificuldade auditiva começa a interferir nesses aspectos, buscar uma avaliação pode ser uma decisão importante para preservar a comunicação e a qualidade de vida.

Não espere a dificuldade auditiva limitar sua comunicação para procurar ajuda.

Agende sua avaliação fonoaudiológica

Uma avaliação individualizada permite compreender melhor sua audição e identificar quais estratégias podem ser mais adequadas para suas necessidades.

Excelência em fonoaudiologia

Navegação
Contato

Copy@Todos direitos reservados

Política de privacidade